terça-feira, 9 de outubro de 2012

DOUGLAS LEFFENDER



                                               Parte I

Pelo que recordo de nossas conversas, Lucius, adquiriu seus conhecimentos de um tal homem misterioso, chamado Douglas Leffender.
Leffender era um homem influente em seu meio, mantinha negócios internacionais e era rico e vampiro!
Eis a sua história:
Num fim de semana, como de hábito, Lucius foi para a balada confraternizar com seus amigos.
O que ele não poderia imaginar é que aquela noite, num conhecido clube de Porto Alegre, sua vida iria mudar.
No meio da festa, enquanto divertia-se com seus amigos, um homem observava-o fixamente, sentado sozinho a uma mesa próxima a deles.
Lucius estranhou o seu comportamento, mas não se importou com o fato e continuou com suas brincadeiras.
No término da balada, quando saia com seus amigos, sem mais nem menos, o homem aproxima-se dele para conversar e oferece-lhe carona.
É claro que Lucius não aceitou.
Sem saber de suas intenções, desconfiou.
Mas, como todo adolescente, sugestionável, depois de algumas palavras segredadas e de algumas brincadeiras, a curiosidade bateu forte.
Com o carisma e a simpatia de Douglas, o assunto se tornou envolvente e o convite tornou-se irresistível.
Encantado, Lucius aceitou a carona.
Segundo Lucius, Douglas Leffender — este era o seu nome — era um homem de meia idade e muito culto.
Apresentou-se como um homem requintado e de posses.
Tinha um carro importado — contou-me Lucius, empolgado — e uma grande eloquência.
No caminho para casa, Douglas revela-se um arquimago.
Disse a Lucius, que já sabia que o encontraria seu discípulo na festa, só não sabia ainda quem era o seu discípulo.
Reservando uma mesa, ficou observando o ambiente.
Mas quando viu Lucius entre seus amigos , não teve dúvidas, este era o jovem que procurava.
Lucius, com sua grande capacidade intuitiva e mediúnica, seria seu braço direito na organização.
Há tempos Douglas vinha procurando alguém com os dons e a sensibilidade de Lucius.
Agora, finalmente encontrara quem o substituiria à altura, enquanto estivesse viajando.
E sutilmente foi explicando-lhe os poderes de sua organização.
Douglas foi ganhando a confiança e a simpatia de Lucius, que à principio estava um pouco acanhado e temeroso.
Depois disso, Douglas deixava-o em casa.


                                               Parte final

Com o passar do tempo, a amizade e a intimidade entre os dois cresceu e Douglas começou a ensinar-lhe os primeiros passos da magia.
Lucius aprendeu a se utilizar dos poderes ocultos do clã, reservados aos iniciados.
Os encontros conspiratórios realizavam-se em uma casa luxuosa em Petrópolis, um bairro de classe média alta de Porto Alegre.
Ali, Douglas se fixou, enquanto não viajava pela Europa a negócios.
Através de sua orientação pessoal, Lucius aprendeu a arte da "presença" e da "dominação" e conquistou a força dos vampiros.
Através de rituais e práticas de invocação, Lucius repassou alguns de seus conhecimentos para Karla e Pedro, seus amigos.
Lucius contou-me que certa madrugada, após uma festa, Douglas e ele passeavam por uma das ruas da capital, quando, de repente, surgiu um grupo de homens mal encarados, provocando-os e querendo brigar!
Lucius amedrontou-se, pois eram muitos, mas Douglas não!
Douglas resolveu os enfrentar.
Enquanto os marginais aproximavam-se, Douglas pede a Lucius que se afaste e observe o que iria acontecer.
E num repente de fúria, aproxima-se dos marginais.
Inexplicavelmente, ele levanta sua mão direita e golpeia com força o ar.
E sem ao menos tocá-los, atira-os ao chão.
Lucius foi bastante evasivo nesta estória.
Nunca explicou-me os seus conhecimentos, nem forneceu-me detalhes mais precisos sobre Douglas Leffender.
E eu, na época, por mais incrível que isto possa parecer, muito desligado e com outros problemas, não dei a mínima  importância a sua estória, tampouco a sua veracidade.
E Lucius, subindo na hierarquia satânica, com seus novos poderes e conhecimentos, ganhou de Douglas Leffender uma nova amiga, cujo nome era Lorraine.
E Lorraine o protegia dos perigos e o amava, e era uma mulher muito ciumenta.

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