quarta-feira, 10 de outubro de 2012

SAMARA


Assim como a aranha tece a sua teia, o destinho tece a sua trama, e as profecias se concretizam.









S A M A R A



Ano de 2002

Parte I

Semanas depois do episódio em que Sara mostrou-me os três jovens bruxos no mercado da esquina, próximo ao colégio onde estudava, eles começaram a chegar. Seus nomes, como vim a saber, eram: Samara, Tana e Dimitryus.


Os três jovens estudavam no mesmo colégio de Sara e souberam de minha existência por Alice, mãe de Dimitryus.
Alice morava a duas quadras dali, numa rua atrás do colégio, e era nossa amiga há anos, visitava-nos seguidamente.
Quando Alice disse a seu filho que conhecia um bruxo, ele, curioso, um adepto iniciante das bruxarias e de suas bruxinhas, começou a investigar-me.
Dimitryus sempre foi um apaixonado por filmes de terror, e eu um desligado contumaz, nem desconfiei que Alice fosse sua mãe.
Podem rir, acharem-me um louco desligado, mas é a pura verdade.
Poucas vezes olhei para além do meu nariz, e o meu umbigo pouco vezes o vi.
E minha vida de sonhador sempre a resolvi com inequações.
Agora, com esperteza, ele entrava disfarçadamente na vídeo.
Enquanto escolhia os seus filmes, o malandrinho ficava ouvindo minhas conversas com Jorge.
E Jorge, nesta época, era um amigo recente.
Entusiasmado com sua brilhante descoberta, Dimitryus conta para Samara que sua mãe conhecia um bruxo!
Pronto! Isto foi o suficiente para a competição.
Samara, muito mais intencionada e esperta do que ele, correu na frente e ganhou, e foi a primeira das jovens bruxas a cativar meu coração.
E apaixonei-me por esta bruxinha de apenas l4 anos de idade, muito encantadora e inteligente.
Alta, magra, cabelos castanhos claros, longos e lisos, e lindos olhos castanhos claros, simpatizei com esta menina no instante em que a vi.
E como poderia imaginar que de um simples encontro nasceria um amor e uma amizade tão grande e duradoura quanto a nossa.

                                                                   Parte II

Certo dia, no cantinho, comentei com Samara minhas intenções de escrever nossas histórias.
Samara gostou da ideia e prontificou-se a me ajudar.
Deixou comigo todas as suas anotações wiccas, caso precisasse usar, e contou-me muito das coisas que escrevi.
Querendo saber mais do princípio de nossa amizade e de sua visão de nosso primeiro encontro, perguntei:
— Samara, como você me conheceu?
Contando-me suas recordações, ela revelou-me um segredo:
— Quando eu e Dimitrus entramos na locadora Celso, você estava ausente. Eu entrei dissimulada, e fiquei vendo as fitas de terror, esperando você chegar. Quando você entrou, Dimitryus te cumprimentou. Eu aproveitei a chance, tomei a frente e te cumprimentei também! Depois ficamos olhando os filmes enquanto você jogava tarô atrás do balcão.
Eu brinquei com Samara, um pouco envergonhado, tentei negar:
— Isto não é verdade Samara, eu jamais faria isto. — e sorri.
— Isto é coisa de sua cabeça. Você está imaginando coisas. — sorrimos.
E com certeza foi jocosa a minha atitude.
Samara estava com a razão.
O Tarô já ficava de prontidão atrás do balção.
Sempre que surgia uma oportunidade favorável eu jogava-o escondido.
E fazia isto todos os dias, era o meu vício, o meu querer, o meu viver.

                                                                   Parte III

No outro dia à tarde, Samara, esperta, passando a perna em Dimitryus, voltou sozinha.
Deu-me um "oi" e esperou-me no balcão, um pouco afastada.
Entrou decidida e foi corajosa, já sabia o que queria e estava disposta a lutar.
Queria ser uma bruxa de verdade, e das melhores.
E eu, que já a reconhecera e sabia que era uma daquelas bruxinhas que Sara mostrou-me no mercado da esquina, dei um tempo para avaliar suas intenções.
Quando aproximei-me dela, ela disse-me sem mais nem menos:
— Eu quero aprender cabala! — afirmou sem preâmbulos, séria e tensa.
"Como assim", pensei.
Surpreendi-me com isso!
— Como você sabe que eu estudo cabala? — admirei-me e isolei-me um tempo para assimilar o seu despropósito, e, afinal de contas, ela era uma jovem muito bonita.
— Eu sei! Me contaram!
Notei que Samara estava nervosa, talvez tímida, pois falou breve, com uma voz seca.
— Quem te contou?
— Me contaram! — fez uma carinha emburrada.
Rolou um pouquinho de estresse em sua imposição.
Achei-a um pouco ousada, e também não gostei nem um pouco em saber que minha fama de bruxo se espalhava pelo bairro, mas tudo bem, eu tinha que entender e ser flexível, ela era corajosa.
— Eu não ensino cabala e, além do mais, cabala não é para crianças!
"Pronto! Falei o que tinha pra falar."
— Mas eu quero aprender!
Gozado! Ela irritou-se mais do que eu.
E eu me espantei.
E pelo jeito que se impôs, acho que não estava disposta a levar um "não" para casa.
Teimosa, ficou ali parada, plantada, esperando não sei o quê.
"Te acalma Celso! Dá um tempo! Pensa antes de falar!"
Fiquei constrangido, nervoso, me deu um branco total.
"Que coisinha mais estranha", pensei.
Quis ganhar tempo.
Pedi-lhe que viesse num outro dia, ia pensar no assunto.
Seria difícil dizer não a uma adolescente tão bonita quanto ela — mas já decidira a não negociar — e diria não de qualquer maneira.
Mas minha mente já transitava em minhas indefinições e invadia a contramão de minhas indecisões.
E sem eu perceber, a partir daí, os acontecimentos estavam sendo guiados pelo destino e as profecias de Hugo começavam a se realizar.

                                                                    Parte IV

Meu irmão que a tudo assistia e que sempre foi um arredio, vai entender o porquê, neste dia incentivou-me:
— Porque você não ensina ela? Você passa os dias inteiros sozinho mesmo, sem ter o que fazer. Quem sabe ela não te faz companhia? Quem sabe você não aproveita o tempo para trocarem informações, já que eu não quero mais estudar?
"O que será que ele quis dizer com isso? Será que insinuou alguma coisa?" Será que me comparou com um ermitão.
Fiquei sem entender:
— Mas o que eu posso trocar com uma guriazinha. Ela é muito jovem, sem conhecimento nenhum?
— Ensina ela, então! Você não tem nada a perder. E se ela conseguir te acompanhar? Ela pode te surpreender!
— Você acha mesmo? — estranhei.
— Eu acho! Os jovens têm menos preconceituosos que os adultos. Eles têm a mente aberta, são mais receptivos ao novo. Assimilam rápido. Experimenta!
"Mas que papo mais furado."
— Não sei não... vou ter que pensar! Se ela voltar... eu vou ver...não sei não! — respondi surpreso.
"Logo ele, um solitário convicto, aconselhando-me a aceitá-la!
Acho que enlouqueceu ou gostou mesmo dela e quer mantê-la por perto, ou então, está querendo me arrumar confusão."
Ele sempre foi uma pessoa muito reservada. Vai saber?

                                                                    Parte V

E Samara, para a minha aflição, seguiu a risca o que eu lhe falei e voltou no dia seguinte.
E eu, um mortal indeciso, tentei dissuadi-la.
Afirmei novamente que a cabala não era para crianças e já avacalhei:
— A cabala não é brincadeira Samara, não é para crianças. Não é o que você esta pensando. Ela é muito difícil de entender, é para pessoas mais velhas, com mais experiência de vida...
Mas não adiantou, Samara insistiu:
— Eu quero aprender!
E este foi o ponto em que sua coragem e convicção me fizeram ceder um pouquinho e coloquei-a a prova.
— Tudo bem então!
Incomodado e nervoso com a situação, um pouco envergonhado com minha desafiadora timidez, sem mais argumentos, em vez de dizer-lhe um simples não, fui buscar a minha pasta com os organogramas da Árvore da Vida que fiz ao longo dos anos e mostrei-os a ela.
— A Cabala é isto! Eu vou te ensinar, mas acho que você não vai entender nada! Ainda te interessa?
"Que maldade!"
Minha pasta só continha insípidos organogramas da Árvore da Vida que fiz ao longo dos anos e, em cada um destes, palavras-chave para meditação e complexas simbologias, que nem eu entendia muito bem.
Eu estava sendo muito cruel, mas fiz na tentativa de fazê-la desistir.
Na realidade eu acobertava-me com estas atitudes anti-sociais, protegia-me de minhas inseguranças e receios de envolvimentos emocionais, pois sempre fui uma pessoa muito reservada.
— Eu quero aprender! — insistiu.
— Tem certeza? Você não vai se desiludir? Acho que não é o que está procurando?
Então, supreendentemente, Samara, num acesso de fúria, teimosa, socou inesperadamente o balcão de atendimento com seu punho direito e repetiu:
— Eu quero aprender Cabala! — olhou-me braba.
"O que é isso!?" — pensei.
Sua súbita reação aturdiu-me, mas gostei do seu jeito, e senti-me, na verdade, lisonjeado com sua insistência, vai entender.
Talvez ela me lembra-se daquelas antigas neuroses de desejos irrecusáveis.
E quem de nós nunca sentiu isto por um sonho.
E foi assim que Samara me conquistou.
E nesta tarde tudo mudou.
Samara trouxe consigo os sinais de minha nova jornada.
Trouxe consigo coisas demais, importantes demais.
Trouxe-me sua atenção, seu carinho, sua juventude, sua pureza e a sua alegria.
Trouxe-me coisas muito mais significativas e gratificantes que a Cabala, sobre as quais nunca ponderei.
Como diria não a uma jovem como esta.
Como poderia despedir-me de alguém que mudaria minha vida tão radicalmente como o fez, uma pessoa tão especial quanto o foi, tão bonita e corajosa.

                                                                    Parte VI

E pela primeira vez, depois de muitos e muitos anos, meu coração abriu-se e derreteu-se.
— Você tem algum tarô em casa? — perguntei.
— Não!
— Nenhum?
— Nenhum! — respondeu-me desamparada.
"Mas que bruxinha estranha. Deve estar me enrolando Não deve saber droga nenhuma de nada."
Desconfiado e inseguro, pedi novamente que me esperasse um pouco e fui confabular com meu irmão:
— E agora? O que faço? Ela está insistindo!
Meu irmão, que estava bem posicionado, falou-me com firmeza:
— Ensina ela! Você não tem nada a perder!
— Como assim? Ela é uma guria! — perguntei sem entender.
— Você não pode avaliar ela com preconceito. Quem sabe ela não te surpreende? Arrisca, pode ser que valha a pena.
— Mas nem tarô ela tem!
— Empresta um dos teus!
— Como assim? Nem pensar! E se ela não me traz mais?
— E daí! — retrucou ele. — Já tem tarô demais aqui. Um tarô a mais ou a menos não vai fazer diferença. Arrisca! Olha aí! — e apontou para a mesa e as prateleiras repletas de tarôs.
Surpreendi-me com ele.
"Que estranho! Ele que sempre foi um cara mais desconfiado do que eu, falando isso?!" — mal acreditei no que ouvi, mas gostei de seus argumentos e concordei.
E, sinceramente, eu também já estava cansado de ser tão pão duro assim, e de minha rotineira solidão.
Acredito que Samara, enquanto esperava-me olhando os filmes, já calculava as suas chances.
Imagino que, como toda a mulher, Samara, apesar de jovem, já pressentia instintivamente que nasceu com algum ticket de entrada grátis, com algum desconto promocional para entrar em qualquer clube do país.
Afinal de contas, era um mulher.
Logicamente que ela iria aprender que o ticket não poderia ser usado todos os dias ou em quaisquer horários ou circunstâncias, mas tudo bem, bastava ter paciência e esperar o tempo certo para entrar.
Enquanto isso, meu irmão e eu, abobalhados, discutíamos na ferragem:
— Ela é muito jovem!
— Experimenta!
— Mas ela vai me roubar o tarô!
Ele nem respondeu.
"Que estranho, acho que gostou mesmo dela."

                                                                     Parte VII

E ficamos assim ficamos, parados por alguns instantes em silêncio, observando-a pela porta dos fundos — e ela, distraída, nem nos percebeu.
Neste dia, Samara usava uma calça jeans azul claro, rasgada nos joelhos e em outras partes.
Em cada uma das pernas tinha o desenho de um pentagrama que pintara com uma caneta esferográfica azul.
Samara era uma jovem admirável e eu me encantara por ela, tanto quanto ele.
Nesta época, meu círculo de amizades era bem restrito e eu vivia quase que exclusivamente para a minha grande família, meus filhos e minha mãe, que ocupava-nos uma grande parte do tempo.
Muito tímido e reservado, este encontro com Samara seria o começo de muitas transformações em minha vida.
Transformações que atingiriam conceitos arraigados e trariam-me sentimentos até então desconhecidos de amar.
Desconfiado, emprestei-lhe o tarô mitológico.
— Eu vou lhe emprestar este tarô, mas depois você me devolve, tá?
Samara ficou feliz.
Calada, balançou a cabeça num sim.
Eu insisti, devagarinho:
— Eu não estou lhe dando o tarô, tá... só tô lhe emprestando por um tempo... tá bom!... Depois você compra um para você e me devolve esse, tá!
Tá! — balançou a cabeça feliz, timidamente.
E eu expliquei:
— Acho que o tarô de Marselha é melhor do que esse para começar. Primeiro você compra ele, tá bom.
— Tá!
E é claro que eu joguei conversa fora.
Mas, hábitos são hábitos, difíceis de se desapegar, e, como todo bom capricorniano, eu ainda tinha muito o que aprender com minhas sovinices e apegos, e desconfianças.
Então, no próprio balção da locadora, expliquei-lhe rapidamente os significados dos arcanos maiores e pedi-lhe que se familiariza-se com as cartas, que noutro dia eu as explicaria melhor.
Samara saiu realizada, e era uma capricorniana também.
Este seria o começo de um idílio imortal; a cabala eu ensinaria depois.
No outro dia, para minha surpresa, pois achei que Samara nunca mais fosse voltar, ela entrou na loja com um caderninho debaixo do braço e uma caneta esferográfica azul.
E quem diria, bem compenetrada.
Achei a situação engraçada e contive-me para não rir.
Mas é sempre assim, quem não conhece compra, e é lógico que é só uma brincadeira, pois eu a comprei.
Nos primeiros dias Samara mostrou-se muito dedicada e interessada em aprender, e anotava quase tudo o que eu falava.
Depois deste dia, nossos encontros tornaram-se diários e uma grande amizade nasceu entre nós.
E todos os dias à tarde, nos reuníamos no cantinho da loja para estudar tarô e cabala.
E minhas tardes começaram a ficar mais alegres e agradáveis, agora que tinha Samara para compartilhar.


                                                                  Parte final

Samara me encantava e alegrava.
No começo de nossos estudos, ela me ouvia com atenção.
Muito inteligente, aprendia rapidamente os significados das cartas e os conceitos básicos da cabala e, participativa, gostava de opinar sobre todos os assuntos.
Seu envolvimento nos estudos tornavam minhas tardes gratificantes.
Eu procurava orientá-la em seus conceitos filosóficos, aprovando ou discordando de suas opiniões.
Até aí tudo bem.
Para mim estava tudo certo...contudo, isto durou pouco tempo.
Sem eu perceber, Samara, imperceptivelmente, começou a zangar-se.
Lógico que, como seu mestre, eu dizia-lhe o que achava estar certo ou errado em suas conclusões.
Mas este comportamento comum irritou Samara, que se rebelou.
Um dia à tarde, sem mais nem menos, quando lhe disse que estava lendo errado, ela explodiu indignada:
— Quem você pensa que é?... Acha que é meu professor?... Acha que sabe tudo?... Se continuar a me tratar assim, eu não volto mais aqui! — começou a chorar.
"Putz."
Surpreendi-me e desamparei-me!
Sem entender bem, atucanado, perguntei:
— Mas, eu não sou teu professor Samara? Pensei que estivesse lhe ensinando?!
— Mas não está! Se não parar de querer ser meu professor, eu não volto mais aqui!
Fragilizado com o seu choro e sua incoerente e explosiva reação temperamental, me calei.
Neste instante, aflorou-me a mente algumas críticas de insensibilidade que sofria por parte de minha ex-esposa e familiares, e recuei.
A mente grava suas armadilhas e os sentimentos se acostumam com os conceitos errados que nos impõem.
E deste dia em diante, um novo Celso, despreparado para lidar com suas emoções, sentindo medo de perdê-la, aceitou passivamente a sua argumentação.
Samara, ainda jovem, já mostrava a sua beleza e já exercitava o seu poder, trazendo-me à tona, fraquezas e submissões ao meio feminino inflexível e autoritário em que vivi.
Não sei por que, lembrei-me da Rainha de Paus do tarô de Crowley, tranquilamente sentada num trono entre as chamas, apoiando sua mão direita num domesticado e inofensivo leopardo, que gracinha.
Imaginem alguém tocando a sua mãozinha nesta coisinha tão frágil e singela quanto esta.
E nem vou falar sobre Rei de Paus, porque este não vem ao caso, mas ele é pior ainda, pois com aquela sua capa de fogo e aquela tocha na sua mão direita é um destruidor.
                                      Além de queimar junto com aquele cavalo preto empinado, parece que
não está nem aí, e que vai tocar fogo em tudo o que encontrar pela frente.
— Tudo bem. — respondi e cedi.
E assim, este estranho sentimento de incapacidade para dizer não, que começou desde a entrada de Samara em minha vida, me fez calar.
E a partir deste dia, do alto dos meus 49 anos de idade, olhei para ela com outros olhos.
Olhei-a, não mais como uma adolescente de apenas 14 anos de idade, mas sim, como uma pessoa no mesmo nível de compreensão que eu.
Numa argumentação incidental, joguei minhas experiências de vida no lixo e no esquecimento e aceitei os argumentos dela sem questionar, mas valeu a pena.
Com a coragem de abandonar o passado, estas novas experiências fizeram-me crescer muito mais.
Hoje sei que erramos um pouco, mas cada um ao seu modo.
Mas, mesmo assim, foi um presente de Deus tê-la conhecido, pois se não fosse por ela, eu não seria quem eu sou.
Samara foi uma luzinha que sinalizou forte em meus caminhos alucinantes e brilhou em meu coração.
Logo depois, Dimitrius, sabendo de nossos encontros, envergonhado, aproximou-se clandestinamente.
E a minha jornada de transcendência continuou por aí, de uma outra forma.
E quem conseguiria dizer não a estes adolescentes? É de cortar o coração. Quem poderia dizer não a estas crianças maravilhosas? É muito difícil dizer não!
E Dimitryus chegou.

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