terça-feira, 9 de outubro de 2012
DUELO DE ENERGIAS
Alguns meses depois do curso de Reiki, Lucius apresentou-me Carol e Leo, um casal de amigos.
Lucius trouxe-os até a loja sem me comunicar.
Esperaram-me no balcão da ferragem até a hora de fechar.
Depois nos reunimos no "cantinho" para conversar e brindar, e, "para variar", trocar ideias ocultistas.
Até aí, tudo bem!
Carol e Leo eram muito simpáticos e educados, mantinham um diálogo agradável e tudo fluía muito bem.
Era claro que queriam me conhecer.
Com certeza sabiam de minha fama de bruxo, que Lucius não se cansava de propagar, e eu também não era tão inocente para não perceber isto.
Mas, como tudo corria sem pressões da parte deles, despreocupei-me.
Carol era a mais animada, e demonstrava seu grande interesse pelo sobrenatural e uma grande curiosidade pelas cartas de tarô.
Entre um gole e outro de vinho, no meio da conversa, Lucius, divertidamente, conduzindo o assunto, comentou-me sobre um dom de Carol, que envergonhada confirmou.
Carol deveria ter seus 23 a 24 anos de idade, 1,70 m de altura, cabelos castanhos claros e compridos e ondulados e olhos castanhos claros, o peso um pouco acima da média.
Lucius comenta-me os dons de Carol:
— Eu não sei como te explicar Celso, mas Carol tem o dom de concentrar energia. Uma vez eu estava na casa deles, quando de repente a luz da sala explodiu. Outra vez ela direcionou a mão para o abajur do corredor e a lâmpada queimou. Achei isso muito estranho e resolvi convidá-los para o conhecer.
— Você pode fazer isso mesmo? — perguntei curioso à Carol.
— Às vezes, quando eu me concentro eu consigo, outras vezes, acontece sem eu esperar. — respondeu-me ela.
Então Lucius continua:
— Eu falei pra Carol que você fez o curso de Reiki e que também trabalha com energia. — Lucius sempre fazendo suas propagandas de mim.
— Mas o Reiki é diferente Lucius. A energia é do cosmos, não minha!
— Eu sei Celso, mas...
Então, Lucius propõe-nos um desafio:
— Quem sabe a gente não testa? A Carol se concentra em mandar energia pra ti e você se concentra no Reiki. Mas vou avisando Celso! Todas às vezes que ela mandou energia pra alguém, eles passaram mal. Carol consegue acumular tanta energia em suas mãos, que pode ser perigoso para ti. Mas eu fico olhando. Se a energia crescer demais, eu peço pra ela parar. — insistiu Lucius, ansioso pelo embate.
"Que safado."
Eu, como sempre um incrédulo, aceitei o desafio.
Sempre acreditei que esses processos ocorriam na mente das pessoas que acreditavam neles e não na realidade.
E, a bem da verdade, eu naquela época não estava dando a mínima para o que acreditavam e para os risco também.
Eu vivia em um êxtase contínuo, morava no nirvana e confiava em meus poderes.
Depois de acertarmos os preparativos, Carol sentou-se na minha cadeira preguiçosa e eu resolvi ficar de pé.
Achei o desafio que achava ridículo, mas como eles estavam levando a coisa a sério, fiquei calado.
Lucius, então, orienta a contenda:
— Primeiro vocês aproximam as palmas das mãos, uma bem perto uma da outra, sem encostá-las, depois comecem ao meu sinal.
E verificou a posição de nossas mãos.
— Assim está bom!
E ao seu comando, iniciamos o duelo de energias.
Carol, com sua mão esquerda, muito concentrada, começou a enviar-me toda a energia de que era capaz de acumular, para a minha mão direita.
Lucius, atento, preocupado comigo, observava as variações das cores da energia.
Subitamente exclamou:
— Cuidado, Celso, a energia da Carol está ficando muito forte, esta avermelhando, você pode se sentir mal. Acho melhor parar.
— Não! Está tudo bem, não estou sentindo nada! — disse eu.
"Esta frase, lembrou-me uma antiga piada contada por Pame, e que jamais esqueci:
" O que você está sentindo?
— Eu não tô sentindo nada... não tô sentindo meus braços... não tô sentindo minhas pernas...não tô sentindo minhas mãos..."
— Tem certeza? — disse Lucius
— Tenho! — respondi tranquilamente.
De minha parte, quando o rolo começou, concentrei-me no Reiki e deixei as coisas fluírem e fiquei observando.
Minha curiosidade direcionou-se para Carol, que com os olhos fechados, fazia um grande esforço de concentração.
Enquanto isto, Lucius informava-me das cores e avisa-me para ter cuidado:
— A tua energia está azulada Celso, mas mesmo assim, é melhor ter cuidado... Agora, a energia da Carol tá vermelha...
" E eu sei lá o que ele queria dizer com isso?"
— Agora tá um vermelho bem forte!... É melhor parar! — acautelou-se Lucius.
Pronto! Irritei-me! Não sei se com a cor vermelha, ou com a sensação agressiva do desafio!
Mal Lucius terminou de falar, minha reação foi instantânea.
Mandei de volta toda a energia que Carol me enviava.
Num gesto imperceptível de mão, pensei:
"Vai tudo de volta pra você!".
E não é que foi mesmo?!
No mesmo instante em que pensei, Carol levou um baque e tonteou.
A sessão estava encerrada.
Lucius mal acreditava no que via, nem eu!
Carol jazia inerte na cadeira, totalmente tonta e exausta.
Acreditem ou não, foi o que realmente aconteceu.
Depois disso, comecei a acreditar mais nas visões de campos de energia de Lucius e no poder do Reiki.
Como Carol poderia ter reagido instantaneamente a minha voz de comando sem sequer ouvi-la?
Isto não poderia ter sido uma coincidência!
A energia do cosmo não permitiu que Carol, com sua energia vital, penetrasse em meu campo de energia.
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