Parte I
Os arcanos maiores do tarô, principalmente os de Marselha, com suas simbologias universais, são bem fáceis de compreender e qualquer pessoa pode olhar para as suas figuras e interpretá-las.
As situações que representam são simples, primárias, arquétipos da humanidade.
Contudo, descobri com o tempo, que o limiar de suas interpretações filosóficas, esbarram num vendaval de crendices e superstições.
Foi muito difícil para mim estudar Tarô e Cabala sem cair nestas confusões do meio em que eu vivia.
Inclusive a mídia, procurando audiência, desinformam os telespectadores do real sentido do tarô.
Fazem sensacionalismo encima de charlatões, que utilizando-se da boa fé de seus clientes exploram-os financeiramente, aviltando, com isso, a beleza das cartas e os seus desafiantes e apaixonantes significados universais.
Convivendo com pessoas pouco esclarecidas no ramo esotérico ou com fortes tendências religiosas, o simples fato de acender uma vela já era motivo para contradições e um alarido infernal.
Pobres supersticiosos e ingênuos mortais.
Acendê-las dentro de casa ou da loja, como eu costumava fazer, atrairiam-me os espíritos sem luz e trariam-me azar.
O tarô, insistiam alguns, tinha que ser consagrado, não sei para quem; mas, eles, com suas religiões e pelo modo com que me falavam, já deveriam saber para quem.
Outros, totalmente desinformados e crédulos sugestionáveis, confundiam o tarô e a Cabala com o demônio, e justificavam suas teses.
Uns, por acharem que eu sabia mais do que falava, temiam meus comentários.
Outros, também receosos, evitavam abordar qualquer assunto crítico ou crucial que os pudessem preocupar.
Temiam elaborar intuitivamente por minhas palavras ou expressões faciais os seus destinos.
Temiam descobrir os seus futuros, o que, com razão, na verdade, muitas vezes eu já sabia, mas não deixava transparecer.
Outros, decerto por me acharem um louco ou de alguma seita satânica secreta e bizarra e que fazia bruxarias, me hostilizavam.
E a tristeza foi se instalando em meu coração para nunca mais me deixar.
E meus sentimentos puros e fiéis, perderam-se por aí.
O que era para ser fácil, foi complicando-se com o desamor.
As invasões críticas e ofensivas de algumas "sumidades teológicas", em torno de assuntos que eu professava, aumentavam.
Alguns desmereciam-me os estudos ofensivamente, diziam-me que o tarô fazia parte de uma elite de intuitivos e não de pessoas escoladas como eu.
Fizeram isto para me desmerecer e se engrandecerem.
Tive que buscar a compreensão da palavra "intuição" e qual a finalidade na vida de se adquirir conhecimentos.
Acreditam eles, segundo um velho adágio: o que é bom, já nasce feito.
Confundem alhos com bugalhos, porque senão já deveríamos ter nascido sabendo.
Desrespeitaram-me muito, mas sobrevivi.
Alguns ousados, dignos de pena, requisitaram-me o tarô alegando que eu não era da religião, o que poderia prejudicar minha vida e trazer-me graves doenças.
E infelizmente, alguns dos azarados que me criticaram já se foram antes de mim.
O ser humano é às vezes tão triste e pequenino em suas crenças e conhecimentos, que Deus com certeza irá salvá-los por seus martírios e por suas vontades em acertar, e irá ascendê-los a uma nova encarnação de luz.
Digo isto, não como um adepto do espiritismo, mas apenas como um desabafo e para alegrar os seus seguidores.
Outros crentes, apegados ferrenhamente as suas religiões, agrediam-me, chamavam-me de ateu.
Polemizavam meu Deus e minha religião um tanto enfraquecida, dizendo que a Cabala era o meu Deus. Como se um organograma meditativo pudesse ser ele.
Pobres e ousados mortais.
Alguns debochavam, e estes foram os piores, pois para estes eu já não via finalidades em suas intenções.
Parte II
DRIKA
Drika foi mais um destes anjos caídos do céu.
Uma pessoa iluminada e cortês.
A conheci de forma inusitada.
Num sábado à noite, no balcão da vídeo locadora, com outros clientes esperando por sua vez, uma senhora aproximou-se de mim.
Falou sem preâmbulos:
— Eu tenho um livro que gostaria que lesse.
Foi muito simpática e me abordou sem rodeios, como se já nos conhecêssemos há tempo.
— Qual o livro? — perguntei desconfiado, sem entender a gratuidade de sua oferta.
Pensei: "Será que me conhece?! Será que sabe que sou ocultista?!"
Preocupado com a minha fama, e já ressabiado com tantos ataques pessoais aos meus estudos, me acautelei.
— O livro de Sain't Germain! Você o conhece? — perguntou-me gentilmente.
— Não... não o conheço! — respondi defensivo.
— Eu vou te emprestar ele. Depois que o ler, trarei outros! Está bem assim?
Pensei: "Assim, sem mais nem menos?! Que estranho!"
—Está bem, obrigado! — respondi um pouco tímido, um tanto confuso.
"Será que é uma bruxa?" — desconfiei.
Ela ficou a conversar com minha ex-esposa e eu me afastei para os meus afazeres; surpreso, um pouco constrangido com sua súbita oferta.
E foi assim que a conheci.
Drika era uma mulher de meia idade e estatura mediana.
Seus cabelos pintados de loiro tocavam levemente seus ombros.
Era uma senhora muito simpática e de fácil conversação, mas de poucas palavras.
Alguns dias depois ela retornou para devolver as fitas de vídeo.
E falou-me diretamente, com um carinho que me lembrou Morgana:
— Tenho em casa algumas anotações de alta magia que meu ex-marido deixou. Infelizmente, as outras anotações ele se desfez antes de morrer. Mas não importa, com o tempo eu repasso as que ficaram para você, está bem! Mas, primeiro quero que leia este livro e aprenda os princípios básicos da magia, depois nós conversamos. — e entregou-me o livro de Sain't Germain.
"Será que esta senhora conheceu Morgana?" — pensei atordoado.
— Está bem! — concordei admirado com o destino e com o seu desatino.
— Mas quem foi o seu marido? — perguntei curioso.
— Meu marido era maçom meu filho — assim ela me chamava. Ele era iniciado na alta magia e tinha um alto posto na ordem. Alguns de seus rituais ele realizava lá em casa. Ele tinha uma sala especial no nosso apartamento, que estava sempre fechada, não deixava ninguém entrar lá.
Segredou-me sorrindo que certa noite ele esqueceu de trancar a porta:
— Eu não me aguentei, meu filho! Eu estava tão curiosa para saber o que ele fazia lá dentro, que arrisquei e entrei como se fosse por engano. Eu encontrei-o em estado meditativo, flutuando a alguns centímetros do chão. Sem que ele me visse entrar eu fechei a porta rapidinho e saí de fininho.
Eu questionei-a, dizendo que isto seria impossível, pois ia contra a lei da gravidade.
Ela olhou-me com aquele seu afável sorriso e respondeu-me baixinho, com uma cara de quem se surpreendera também.
— É, meu filho...eu sei... você tem razão... é verdade!
Então, contou-me que um pouco antes de morrer, ele pediu a separação e foi morar com a amante:
— Ele tinha um temperamento forte meu filho, era um homem muito reservado, mas de bom coração, uma pessoa muito inteligente e bem sucedida na vida. Infelizmente, muitas de suas anotações foram extraviadas na casa da outra. Alguns dias depois de seu falecimento, eu criei coragem e fui até lá; não podia deixar que o trabalho de uma vida inteira se perdesse. Consegui resgatar algumas coisas, mas o resto se perdeu, não consegui encontrar. Acho que ela as jogou fora.
Divaguei com admiração: "Isto é que é amor; ir na casa da rival para resgatar os pertences do seu ex-marido".
Depois disso, Drika e eu ficamos amigos.
Uma amizade estranha, pois raramente nos víamos e pouco conversávamos.
Talvez uma amizade antiga, de tempos que não recordei.
Algum semanas depois de ceder-me o livro, que tenho até hoje, Drika, trouxe-me um pedaço de papel rabiscado com algumas anotações.
Nele, o desenho das três Sephiroth superiores da cabala, com seus nomes divinos escritos em hebraico.
Entregou-me o papel às escondidas na ferragem e, sigilosamente recomendou-me para que eu seguisse à risca as suas instruções e passou-me algumas orientações.
Recomendou-me:
— Faça-o quando estiver sozinho Celso, e não conte para ninguém! Primeiro você faz este, depois vou lhe passando mais. Depois nós conversamos sobre os resultados. Está bem assim? — finalizou Drika.
— Você viu mesmo seu ex-marido elevar-se do chão, Drika? — perguntei-lhe incrédulo.
— Vi, com estes olhos que Deus me deu, meu filho. — e despediu-se acenando-me com seu braço esquerdo enquanto ia embora.
Drika nunca perguntou-me o que eu estudava e o que fazia, e nunca se interessou pelos meus conhecimentos; coisas que sempre estranhei.
Tenho que admitir que isso me deixou um pouco inferiorizado, mas resolvi ficar em silêncio, pois pressenti que Drika tinha muito mais coisas para oferecer, do que o meu insignificante orgulho poderia me dar.
Mas, com certeza, ela já devia saber quem eu era, senão não se aproximaria desta maneira e nem me falaria as coisas que me falou.
Nunca entendi o seus propósitos e nem os seus interesses por mim.
Hoje vejo que não teve nenhum, pois continuamos amigos.
Com certeza, Drika deveria ser uma bruxa!
Certa noite decidi fazer o ritual e tranquei-me na loja.
Iniciei o processo confiante, mas após alguns minutos de exercícios comecei a tontear.
Resolvi parar, faltou-me coragem para prosseguir.
Meus velhos medos, antigas memórias que afloravam em meu inconsciente, voltavam para me assustar.
Eu estava sozinho na loja e não gostaria que nada de estranho acontecesse ou aparecesse para me assombrar, fiquei receoso.
E os meus velhos fantasmas, neuroses de tempos que marcaram minha infância e os meus tempos dourados, agora ressurgiam, murmuravam e pediam passagem, como sempre pediram até aqui.
E todas estas memórias armazenam-se como que num disco de vinil; com diamante puro, em sulcos entalhados, impossíveis de se regravar.
E o livro de Sain!t Germain foi um dos melhores presentes que recebi; foi o presente de um anjo.
Parte III
Sain't Germain revelou-nos em sua sabedoria e gentileza, que somos Deuses.
Suas palestras evocavam nossas origens divinas e através de palavras chaves, coloca-nos no cerne da divindade e no caminho da iluminação.
"Eu sou Deus", é uma de suas frases poderosas.
Diga isto e a irrisão está formada.
Até que é divertido!
Alguns acham que você está enlouquecendo, outros dirão que é um prepotente pecador.
Parece que Deus só fala através de Pastores, nunca através de leigos.
Falo isto magoado, pois várias vezes fui agredido por dito pastor, e de outros fanáticos, eu sempre procurei me afastar e calar.
Sei que estas pessoas monopolizam Deus através de persuasões, e alguns arrebanham seus fiéis com suas mediunidades, e diga-se de passagem, são muito bons nisso.
Querem ganhar o céu as nossas custas.
Nos chamam de ovelhinhas desgarradas ou convertidas, e eles são sempre os obreiros de Deus, os pastores destes rebanhos.
Posso ser uma pessoa encrenqueira, de difícil compreensão, mas ainda, por mais que me expliquem, continuo achando que ovelhinhas são animais irracionais e Pastores são seres humanos.
Alguns egos inflados devem se locomover ocultos por aí.
E, do jeito que as coisas vão, com o tempo faltarão ovelhinhas para tantos Pastores.
Mas eles que ganhem o céu as suas custas e exerçam a caridade e a misericórdia, já que escolheram este caminho.
Esquecem-se eles que o tarô também "prevê" nossos destinos, o que para mim é uma ciência não desbravada, não uma manipulação, e que a cabala vai se tornando de conhecimento público e que um dia levará a humanidade a um salto quântico jamais imaginado.
Espero que nossos filósofos e ocultistas iluminados levem adiante este trabalho de pesquisa e coloquem na realidade estas verdades sutis.
Deus criou-nos para sermos perfeitos.
O que era para ser uma jornada de conhecimentos, tornou-se quase que um inferno.
Alguns respeitavam-me por receio do desconhecido, outros sentiam-se superiores a minha pobre ignorância.
Alguns diziam-me que eu era um cara muito intuitivo, outros, que eu não passava de um simples leitor de cartas.
Tive que pesquisar conceitos de palavras aparentemente contraditórias: ciência e intuição.
Na confusão de compreensão, os conflitos se instalavam, e é difícil progredir.
A luta tornou-se árdua.
Histórias reais, diga-se de passagem, surgiam.
Havia um cliente da loja que, ao saber que eu jogava tarô, contou-me uma história interessante.
Disse que teve que internar sua esposa.
Depois de alguns anos jogando cartas ciganas, sua esposa começou a falar com os mortos e enlouqueceu:
— Eu tive que interná-la Celso, mas agora ela já está bem melhor — graças a Deus ela parou de jogar as cartas.
Outros contavam-me histórias de pessoas que se atrapalharam na vida por causa delas, e assim por diante.
Sempre achei que um dia encontraria meu Mestre, e que no momento certo ele surgiria dos céus para me ensinar as coisas ocultas.
Sempre acreditei em conto de fadas, estórias fascinantes, e em um destino com um final feliz.
Meu destino feliz ainda não aconteceu e nem meu mestre apareceu.
Mas os mestres quase nunca aparecem.
Eles são assim mesmo, temos que os procurar.
Nesta sociedade capitalista, ou pagamos-os bem, ou teremos que ter a sorte de conhecê-los por aí.
E sei que muitos tiveram a sorte de encontrar os seus Mestres.
Mas eles são poucos e raros e ocultam-se da multidão.
Mas o que eu não percebia na época, é que, sem querer, eu encontrei os melhores mestres que poderia ter, que por sorte deixaram seus ensinamentos em livros que ainda custo a entender.
A jornada foi longa e solitária, mas valeu a pena.
Parte final
Lutei e briguei muito por nada.
Perdi um tempo precioso justificando-me demais.
Deveria ter vivido em silenciosa contemplação esta iluminação que conheci e aprendi.
E o mundo torna-se maravilhoso quando temos asas para voar.
Temos que ser livres para voar, para descobrir os limites de nosso conhecimento e de nosso poder.
Devia ter me silenciado, seguido o meu caminho sozinho, mas não tive coragem para abandonar a minha minoridade, segundo Kant, e prossegui dependente da burrice geral.
Mas hoje, com certeza, este teria sido o meu plano e eu seria muito mais feliz assim.
Imagine você sabendo o que ninguém imagina que sabe.
Imagine você seguindo seu Deus.
Seria um poder indescritível.
Nestes sonhos de vida, eu teria mais tempo para errar, arriscar, me extasiar.
E a euforia das descobertas foi tanta que tive que dividir, mas a paixão não se divide.
Apesar de minhas depressões, estas paixões trouxeram-me faíscas de felicidade e de imortalidade de meu ser.
Todavia, sei que seria impossível com o temperamento que tenho, de guardar os meus segredos.
Mas eis uma meta importante que se aproxima — guardar meus segredos e me proteger das opiniões alheias, que tiravam-me o sentido da beleza da descoberta e confundiram-me as posições.
Bem que uma entidade amiga alertou-me para seguir o caminho sozinho, senão poderia perder o meu dom.
Mas acredito que, apesar de tudo, o destino reservou-me uma outra coisa tão preciosa quanto o tarô e a cabala.
Predestinou-me o encontro com os jovens bruxos e presenteou-me com nossas relações interpessoais ensandecedoras, responsáveis por todas as transformações emocionais que me afetaram e que me elevaram nesta década.
E este rio de desesperanças seria mais triste sem eles, e eu não saberia dizer o que seria hoje se não os tivesse conhecido.
E não fiz uma viagem para outros lugares e outras cidades e países.
Fiz uma viagem para o meu centro, com a mesma rotina, mas com uma outra visão.
Uma viagem desbravadora, uma viagem de encontro ao meu eu.
Houveram pessoas que me entristeceram, pois se aproximaram por interesse, outras vieram por curiosidade, outras, por insensatas dissimulações.
Algumas vieram para testar seus poderes ocultos encima dos "pobres coitados" como eu, que ousavam afrontar seus monopólios.
Entretanto, neste tempo, conheci muita gente nova e interessante e aprendi muito com isso.
Meus jovens amigos bruxos ficaram e são meus amigos espirituais até hoje, outros se foram, melhor assim.
Exercícios que tornaram-se simples de se praticar, na época seriam bem complicados de se realizar.
Falar comigo mesmo poderia tornar-se uma síndrome esquizofrênica, ou uma paranoia total.
E eu já andava tão enlouquecido com este paraíso onírico, que tinha medo de arriscar.
Mas hoje vejo como é sublime enlouquecer.
Exercícios ocultistas tem professores em todas as áreas, e muitos o assemelham a problemas mentais e religiosos.
E com certeza, todos eles têm suas razões.
Cada porta aberta nesta Árvore da Vida pode levar-nos a um mundo de fantasias e alucinações.
Temos que levar em nossa bagagem um alto senso crítico de avaliação, um equilíbrio perfeito da alma, que sempre nos falta.
Distinguir o verdadeiro do falso, é difícil.
E as pessoas não são tão sinceras assim.
Coisas em que acreditava, hoje questiono-me.
E questiono-me cada vez mais, em níveis cada vez mais profundos e elevados.
Temos que ter a coragem para viver e a sabedoria para discernir.
Temos que aceitar e acolher a nossa sombra com amor e coragem, equilibrar e abraçar os nossos desejos.
Os preconceitos humanos e sociais estarão sempre presentes, sussurrando-nos e incomodando-nos como um demônio.
Mas há coisas contra as quais não podemos lutar:
Uma delas é o fanático, é o dono da verdade, ele nunca vai estar errado.
Temos que nos afastar destas pessoas ou comungarmos juntos para sobreviver, não há meio termo.
Em outras, é o ignorante.
Mesmo não conhecendo o assunto, são nossos professores.
Mantendo opiniões próprias, querem nos impedir de viver, impõem-nos seus argumentos e dificultam nossas vidas.
Agora, se juntarmos os dois, a coisas pioram e tornam-se explosivas.
E não citei outras formas de ser, contra os quais não podemos lutar, citei apenas o que achei conveniente citar.

E minha solidão aumentava.
Antes de carregarmos uma bandeira, devemos saber o peso que tem, e perdoar, e libertar.
E eu me encarreguei do peso de minhas verdades e jamais me arrependerei, e estou me libertando e perdoando, alçando os vôos mais altos que jamais pensei pudessem existir.
E hoje compreendo que tive os meus Mestres, e que estes foram os melhores que poderia encontrar.
E sei que Deus guiou-me até eles, pois nesta época eu tateava no escuro, e nunca os procurei conscientemente.
E numa tarde, andando de carro por esta cidade, um clarão iluminou-me a visão e eu chorei de alegria e gratidão por compreender e conhecer.
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